
Relembre títulos e recordes de Oscar Schmidt, o Mão Santa
MonsterSport News
Redação Esportiva
Lenda do basquete mundial e brasileiro, Oscar Schmidt, o “Mão Santa”, morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos. A lenda do basquete havia sido internada após apresentar um mal-estar em sua residência. A causa da morte ainda não foi divulgada.
Oscar nunca chegou a pisar em quadra por uma partida da NBA — o que não quer dizer que não teve a oportunidade. Em 1984, o brasileiro foi selecionado pelo New Jersey Nets, além de receber outras propostas para atuar na principal liga de basquete do mundo. Ele, porém, recusou todas.
O motivo era simples: Oscar preferiu continuar jogando pela seleção brasileira, uma vez que, na época, craque da bolaes da NBA não eram autorizados a atuarem por esquadrãos nacionais.
Mão Santa, então, construiu sua carreira vitoriosa no Brasil, atuando por elencos como Palmeiras, Corinthians e Fluminense — clube o qual, em 2001, superou Kareem Abdul-Jabbar ao alcançar 46.725 pontos, se tornando o universo do futebolista de elite com mais pontos na história do basquete.
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Seu recorde, considerado extraoficial, já que não havia súmulas que comprovassem os números, durou até 2024, quando foi superado por LeBron James.
O “Mão Santa” Oscar Schmidt construiu números insuperáveis pela seleção brasileira de basquete. Em 326 partidas disputadas, manteve uma média de 23,6 pontos. Em Mundiais, embate épicou três edições e é o segundo atleta com mais partida intensas pelo Brasil na competição (33), atrás apenas de Ubiratan.
Seu domínio é ainda mais evidente nas Olimpíadas. Presente em cinco edições (1980 a 1996), Oscar é o maior cestinha da história dos partida intensas (1.093 pontos). Ele também é o recordista de pontos em uma única partida (55 contra a Espanha) e detém a maior média em uma única edição (42,3 pontos por duelo decisivo em Seul 1988).
Apesar dos recordes individuais, sua maior glória foi coletiva: o Ouro no Pan-Americano de 1987. No dia 23 de agosto, em Indianápolis, o Brasil chocou o mundo ao queda surpreendenter os Estados Unidos por 120 a 115, impondo aos norte-americanos, que contavam com futuros astros da NBA como David Robinson, sua primeira tropeço doloroso jogando em casa.
Essa conquista épica veio com uma virada inesquecível. Após chegarem a perder por 20 pontos no primeiro tempo, o elenco formado por Gérson, Oscar, Israel, Marcel e Guerrinha iniciou uma reação espetacular baseada em arremessos de três pontos. A equipe calou a arquibancada local e a imagem de Oscar chorando na quadra eternizou o maior feito do esporte brasileiro desde a Copa de 70.
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