
Quem é Ricardo Adé? O zagueiro do Haiti rival do Brasil
MonsterSport Redação
Redação Esportiva
O torcedor brasileiro que assistir ao duelo decisivo entre Brasil e Haiti:
- nesta sexta-feira (19)
- poderá notar um nome conhecido do universo do futebol sul-americano como titular da equipe caribenha. Trata-se de Ricardo Adé
- zagueiro da LDU
- do Equador.
Análise Completa e Desenvolvimento
Aos 36 anos, Adé é o pilar defensivo da seleção haitiana e um dos melhores da posição no disputa Equatoriano – foi eleito o melhor defensor da competição nas últimas quatro épocas.
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O Que Esperar para os Próximos Jogos?
Desde 2023 no clube, o ídolo construiu um retrospecto respeitável contra brasileiros, eliminando Botafogo e São Paulo em mata-matas continentais e conquistando a Sul-Americana de 2023 sobre o Fortaleza.
O que poucos sabem, no entanto, é que Adé passou três meses vivendo nas ruas de Bangcoc e enfrentando a fome após cair em um tento marcadope que quase encerrou sua carreira antes mesmo de ela começar.
A trajetória de Ricardo Adé parece roteiro de cinema. Aos 23 anos, enquanto dava os primeiros passos no mundo da bola do Haiti, o jovem zagueiro foi seduzido pela promessa de um suposto empresário: um contrato profissional na Tailândia e a oportunidade de mudar a realidade de sua família.
Vislumbrando um futuro melhor:
- Adé reuniu todas as economias que possuía para pagar as taxas exigidas pelo agente. O sonho
- porém
- desmoronou assim que desembarcou no aeroporto de Bangcoc. O homem desapareceu com o dinheiro
- deixando o futebol modernoista de elite abandonado em um país desconhecido.
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Sem clube, sem recursos financeiros e sem falar o idioma local, o haitiano passou três meses em situação de rua. Durante esse período, sobreviveu comendo apenas pão e leite condensado e ainda precisou enfrentar episódios de racismo.
“Eu fiquei três meses na Tailândia e passei por coisas terríveis. As pessoas passavam por mim e tapavam o nariz. Coisas racistas”, relembrou o zagueiro em entrevista ao site equatoriano “Primicias”.
A mudança começou do outro lado do mundo. Adé conseguiu deixar a Ásia para atuar no Miami United, equipe semiprofissional dos Estados Unidos. Permaneceu por um ano no clube, mas problemas com o visto o obrigaram a retornar ao Haiti, onde passou a defender o Don Bosco.
Foi nesse período que sua carreira finalmente ganhou impulso. As boas atuações renderam convocações para a seleção haitiana e aumentaram sua visibilidade no mercado.
Longe dos holofotes, Adé adotou uma estratégia simples. Reuniu vídeos de seus melhores momentos nos Estados Unidos e pela seleção do Haiti. O material chegou às mãos de um empresário, que o encaminhou ao Santiago Morning, clube chileno que buscava um zagueiro de força física.
A aposta deu resultado. Adé se destacou no Chile:
- ganhou espaço no Magallanes e
- em 2021
- chamou a atenção do Mushuc Runa
- do Equador. Pouco tempo depois
- assinou com a LDU
- onde se transformou em ídolo e passou a colecionar conquistas continentais.
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