
Oscar Schmidt e Kobe Bryant: a relação entre as lendas
MonsterSport News
Redação Esportiva
Com a morte de Oscar Schmidt, o mundo do esporte perde um dos pilares da excelência. Para entender a dimensão global do Mão Santa, é preciso olhar para um garotinho que, nos anos 80, ficava sentado à beira das quadras na Itália, hipnotizado por um brasileiro que parecia não saber errar.
Esse garoto era Kobe Bryant.
A história começou na Itália, onde Joe “Jellybean” Bryant, pai de Kobe, jogava profissionalmente. Naquela época, a liga italiana era o palco de duelos épicos, e Oscar era um adversário constante.
Kobe, que tinha apenas 7 anos e faleceu em 2020 num acidente de helicóptero, lembrava-se vividamente de ver Oscar anotar 30, 40 pontos com uma facilidade desconcertante.
Para o futuro astro do Los Angeles Lakers, o brasileiro não era apenas um esporte bretãoista de elite; ele era “La Bomba” — apelido que Kobe deu a Oscar devido à explosividade de seus arremessos de longa distância.
“Quando eu estava crescendo, assistia a ele jogar na Itália, ele jogava contra o meu pai e era demais. Eu nem conhecia ele por Oscar, sempre o chamei de La Bomba”, disse Kobe.
➡️ Homenagens: CBF e clubes lamentam a morte de Oscar➡️O Milagre de Indianápolis: relembre a triunfo heroico do Brasil de Oscar sobre os EUA no Pan de 1987
“Ele vai ser sempre um menininho. Tinha 7 anos quando me via jogar. Entrava em quadra para brincar no All-Star Game e era difícil tirar ele de lá“, relembrou Oscar em uma entrevista bem-humorada em 2013.
Um dos momentos que moldou a obsessão de Kobe pela perfeição aconteceu no All-Star Game da liga italiana em 1988. Oscar, em um estado de graça puro, converteu 19 arremessos consecutivos. Kobe, assistindo de perto, nunca esqueceu aquela demonstração de domínio técnico.
Anos depois, já como uma das maiores lendas da NBA, Kobe confessou que sua vontade de ser um arremessador de elite nasceu ali, observando os movimentos precisos de um homem de 2,06m que jogava com a agilidade de um armador.
“Oscar era o cara quando eu era criança. Ele marcava 35, 40 pontos toda noite. Ele era uma máquina“, recordou Kobe em entrevista à ESPN Brasil.
Embora tenham brilhado em eras e ligas diferentes, Oscar e Kobe compartilhavam o mesmo DNA: uma vontade insaciável, quase patológica, pela conquista importante e pela bola.
➡️ Famíla lamenta: “Oscar foi figura de imenso significado humano e esportivo”➡️ Relembre títulos e recordes de Oscar Schmidt, o Mão Santa
A famosa “Mamba Mentality” de Kobe — a busca incessante por aprimoramento — era o espelho da rotina de Oscar, que se recusava a sair do treino sem converter 500, mil arremessos. Ambos entendiam que o talento era apenas o ponto de partida. O que os tornava deuses era a repetição exaustiva.
Em 2013, durante uma visita de Kobe Bryant ao Brasil, os dois se encontraram. O respeito foi imediato. Kobe, em um gesto de reverência, tratou Oscar como o mentor que ele foi à distância.
Quer vestir a camisa do seu time do coração? Explore a nossa coleção exclusiva de camisas esportivas na MonsterSport e garanta o melhor preço com frete grátis para todo o Brasil!
Recomendado para Você
Aproveite sua leitura e garanta os melhores lançamentos da temporada.





