
Movimento Verde e Amarelo: massa da Seleção na Copa
MonsterSport Redação
Redação Esportiva
Por Fernanda Lima, enviada especial aos EUA
Análise Completa e Desenvolvimento
Durante muito tempo:
- uma das críticas mais frequentes à seleção brasileira não tinha relação apenas com o esporte bretão jogado dentro de campo. Enquanto argentinos
- colombianos
- mexicanos e marroquinos transformavam arquibancadas em espetáculos de bandeiras
- músicas e apoio ininterrupto
- o Brasil parecia não conseguir reproduzir nas Copas do Mundo a atmosfera que existe nos caldeirãos do país.
Foi com o intuito de preencher esse vazio que surgiu o Movimento Verde e Amarelo, conhecido pela sigla MVA. Criado em 2008 por um grupo de universitários paulistas, o movimento nasceu com a proposta de se tornar uma torcida fanática organizada permanente da Seleção.
O Que Esperar para os Próximos Jogos?
➡️ Quiz Morte Súbita: jogue nosso desafio das Copas do Mundo➡️ VÍDEO: Veja os 5 tentos mais bonitos da 1ª rodada da Copa de 2026 e vote na enquete!
Ao longo dos anos:
- o grupo cresceu acompanhando o Brasil em diferentes competições e passou a ocupar um espaço cada vez mais visível. No Catar
- em 2022
- consolidou sua presença internacional e se tornou
- para muitos torcedores
- o principal rosto da arquibancada brasileira.
Mas o crescimento veio acompanhado de críticas. Desde sua criação, o movimento convive com os comentários de ser uma nação apaixonada distante da realidade das arquibancadas brasileiras.
Muitos torcedores organizados enxergam o grupo como excessivamente institucional, próximo demais de patrocinadores e formado majoritariamente por brasileiros com condições financeiras para acompanhar a Seleção pelo mundo.
Essa discussão ainda esbarra em uma particularidade do universo do futebol brasileiro. Diferentemente de países onde a seleção ocupa o centro da cultura esportiva, no Brasil a identidade do torcedor costuma estar ligada principalmente aos clubes.
➡️ Simulador Copa do Mundo 2026: faça as contas e preveja o campeão!➡️ confronto emocionante “Quem Sou Eu?”: Aceite o desafio da Copa do Mundo no MonsterSport
Flamengo, Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Grêmio ou Bahia mobilizam multidões semanalmente, enquanto a Seleção aparece de forma esporádica. Construir uma torcida fanática nacional organizada, capaz de reunir pessoas de diferentes regiões, clubes e culturas de arquibancada, é um desafio que acompanha o mundo da bola brasileiro há décadas.
Nessa lacuna, o Movimento Verde e Amarelo terá seu maior teste na Copa do Mundo de 2026.
Nos Estados Unidos, o grupo apareceu em uma versão diferente daquela vista em Mundiais anteriores. Em vez de atuar sozinho, o grupo buscou uma aproximação com massas organizadas de clubes brasileiros.
O resultado tem sido visível. Em Nova York e na Filadélfia, os encontros organizados por torcedores brasileiros passaram a chamar atenção antes mesmo do início das partidas. Bandeiraços, concentrações, caminhadas até os arenas e festas coletivas ajudaram a criar uma imagem diferente daquela tradicionalmente associada ao torcedor brasileiro em torneios recentes.
É O BRASIL NA COPA 🥳🥳A torcida fanática toma a elencos Square e faz festa na véspera da estreia da Seleção na Copa.🎥 @felimalemos pic.twitter.com/rlteZFpYPV
Para quem acompanha a Seleção de perto, a resposta ajuda a dimensionar a influência que o grupo passou a exercer nos últimos anos.
➡️ Simulador da seleção brasileira: Monte o seu esquadrão titular➡️ Só tem craque! Escale a melhor seleção brasileira de todos os tempos
Para a jornalista Raisa Simplicio, que acompanha a seleção brasileira nos Estados Unidos, o movimento já produziu mudanças perceptíveis no comportamento dos torcedores.
“O Movimento Verde Amarelo vem mudando a forma da massa brasileira torcer, trazendo uma pegada muito mais de arquibancada”, afirma.
Segundo ela, a presença do grupo nas últimas Copas ajudou a reunir brasileiros nas ruas e nos caldeirãos, reforçando a ideia de uma torcida fanática organizada para a Seleção. Para a jornalista, o principal mérito do movimento tem sido ampliar sua capacidade de mobilização.
Isso não significa que as críticas desapareceram. Muitos continuam questionando a representatividade do movimento e sua capacidade de refletir a diversidade do esporte bretão brasileiro. Quem defende, aponta que a identidade da massa ainda está em construção e que boa parte dos cantos utilizados vêm das arquibancadas dos clubes.
A própria Raisa faz essa ressalva:
“Não dá para a gente cravar que essa identidade já foi consolidada. É algo que vem sendo construído e ainda tem muita coisa pela frente até conseguir consolidar de fato”.
➡️ partida intensa Maior ou Menor: teste seu conhecimento estatístico de Copa do Mundo➡️ Quiz: Teste seus conhecimentos sobre a história da Seleção em Copas do Mundo
O impacto real do movimento, porém, talvez seja mais fácil de medir quando se imagina o cenário oposto. Afinal, como seriam as arquibancadas brasileiras nesta Copa sem a presença do MVA?
“Se não existisse o Movimento Verde Amarelo:
- a nação apaixonada brasileira seria padrão
- 100% espectador. E o máximo de música que a gente ouviria era aquele ‘eu sou brasileiro
- com muito orgulho
- com muito amor’”
- acredita Raisa Simplicio.
ACOMPANHANDO EM TODOS OS CANTOS! 🇧🇷Já em Filadélfia, a massa brasileira entra no clima e demonstra todo o seu apoio para o duelo contra o Haiti!A vitória sensacional vem na sexta-feira? 👀🎥 @calvino_fc pic.twitter.com/YK1XF8XEJK
Quer vestir a camisa do seu time do coração? Explore a nossa coleção exclusiva de camisas esportivas na MonsterSport e garanta o melhor preço com frete grátis para todo o Brasil!
Por que garantir na Monstersports?


